quinta-feira, 13 de junho de 2013

Expatriação: as primeiras informações depois da notícia.

Olá, X!
A imagem é típica. A pessoa chega em casa, conta que recebeu um convite para expatriação e - enquanto o frio na barriga passeia pelo corpo - revela qual será o destino. O que vem depois? A família  teclando como louca na internet atrás de informações sobre o país.
Como a ansiedade com a notícia impede uma busca mais tranquila, segue uma dica para satisfazer - pelo menos na hora - a curiosidade.
O IBGE tem uma página que reúne informações de 192 países. São dados sobre economia, política, além de indicadores sociais locais.
O material é interessante porque é literalmente desenhado. Você clica no mapa, clica no que quer saber e uma janela se abre com as informações. Simples assim!
Então enquanto vocês ainda estão meio aéreos com a possibilidade de tamanha mudança, espero que a dica ajude!
Para acessar a página do IBGE, clique aqui.
Imagtem: SXC

terça-feira, 4 de junho de 2013

Saber mudar: a regra de ouro dos expatriados!

Olá, X!
Outro dia falei aqui que expatriação não é pra todo mundo, é só pra gente grande, gente que consegue escolher, e abrir mão.
Ok, mas pode acontecer de você conhecer aquela pessoa super madura, ultra competente, mega envolvida, mas que acabou falhando exatamente em uma experiência internacional.
E aí?
Poderia listar mil motivos para o fracasso: não adaptação do parceiro, dos filhos. Problemas com a comida, intolerância com a cultura, dificuldade com o idioma, etc, etc, etc...
É fato que a transferência para o exterior ainda é tida como uma promoção. Tudo bem, entendo, já que o processo não é barato para a empresa. A questão é que quando se trata o assunto assim, como um prêmio, parece que fica meio impossível pensar que o profissional não vá fazer de tudo para  ser um expatriado de sucesso. Parece que sai um pouco das "costas" da empresa a responsabilidade de fazer o processo vingar.
Mas como disse, expatriação é tema para os grandes. Jogo de empurra é coisa pequena. 
O mundo é gigante, e quando se quer transitar nele é preciso comprometer-se, não importa se você está expatriando ou sendo expatriado.
Mas isso basta? Basta responsabilizar-se, treinar, preparar?
Basta se for feito com a pessoa certa - melhor - com a família certa.
Pensando nisso, me veio uma frase ótima da psicóloga Andréa Sebben sobre uma das principais qualidades do funcionário global: "É necessário uma disposição sincera para a mudança – mudança de casa, de idioma, de pais, de alimentação e principalmente, mudança de si mesmo."
Embora não haja nada mais certo na vida que a mudança, somos resistentes à ela, somos mesmo. A diferença é que uns são mais, outros menos. Resta  definir a qual grupo pertencemos. Mais ainda, resta descobrir se podemos aprender a lidar melhor com as mudanças. 
Pensando bem, se conseguirmos aprender essa lição: a de bem administrar as mudanças - viveramos melhor, aqui ou na Conchinchina, expatriado - ou não, né?
Imagem: SXC

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Expatriação: quando a carreira da esposa fica de lado.

Olá, X!
Expatriação é coisa pra gente grande.
Pode me chamar do que quiser. 
Mas é isso mesmo. Expatriação é um processo que só vinga no mundo das pessoas que sabem que na vida não dá pra ter tudo. A transferência internacional só será um sucesso entre as pessoas que sabem que vão ter que escolher, que vão ter que abrir mão de algumas coisas para alcançar outras. 
O drama - sim, porque somos adultas, mas amamos um drama - é que as escolhas mais drásticas acabam recaindo sobre o que eu chamo de coexpatriado - aquele que acompanha o profissional que recebeu o convite. 
O drama - olha ele aí de novo - é que ainda é a mulher- 1 em cada 10 casos - quem deixa trabalho, carreira, colegas etc e tals para seguir o maridão - o titular do convite para a transferência.
É...a conversa sobre esse lance de deixar tudo de lado para seguir os projetos de outro não é fácil, mas ela tem que existir. 
Não dá pra partir nessa viagem sem esclarecer direitinho como vai ser esse negócio de pausa na carreira, período sabático, férias longas, ou chame lá do que quiser.
Além de conversar muuuuito sobre o tema, interessante também é traçar um plano antes de partir. 
Ok, você vai deixar o trabalho, mas vai fazer o que lá fora? Descansar, estudar, trabalhar em uma coisa completamente diferente, dar mais atenção aos filhos? Possibilidades não faltam!
E como vai ser na volta? A quem você vai recorrer, como você vai se recolocar no mercado?
De qualquer forma essa experiência vai te mudar pra sempre e, talvez, você não queira mais a vida pré-expatriação.
Mas por que mesmo comecei a falar disso? Lembrei! Estava pensando nessas coisas depois que dei uma lida nessa matéria da revista Exame, "O drama da expatriação quando os dois seguem carreira."
Bom, tem sempre alguém tentando emplacar uma receita. Mas receita mesmo -  aquela do tipo faça isso que aquilo dará certo - não tem, porque cada casal, cada família tem seus acordos, ambições e crenças....enfim...
Mas e se você se pegou nessa angústia - nisso de ver seus planos de escanteio - já no meio da expatriação, e está aí cheia de crise, no maior climão em casa
Aí...bom...aí...senta e conversa com o amor , e tenta resolver. Esse é um trabalho que não dá pra transferir. Não dá pra terceirizar. Vocês embarcaram juntos nessa, e para a casa não cair os dois vão ter que bater laje! 
Vai ser cansativo, dolorido, vai ter dedo apontando, vai ter choro e ranger de dentes...
O trabalho é pesado, afinal de contas, quando mexem com nossa carreira, tocam no nosso eu, na nossa vaidade, nas nossas referências, na nossa fonte de energia e conexão com o mundo!
Ok, tudo bem, concordo que nada garante que vocês vão sair juntos dessa tentativa de botar os pingos no is, mas há grandes chances de - pelo menos - vocês saírem mais maduros desse processo. Ajuda?
Para ler a matéria da revista Exame, clique aqui.
Para outros posts no Expatriadas sobre adaptação da família, clique aqui.
Imagem: SXC

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Expatriação em estudo.

Olá, X!
Você sabe que a gente ama essa troca de experiência tête à tête, mas não dispensa nunca o olhar acadêmico sobre o universo "expatriático". Por isso, hora de abrir espaço para escarafunchar o tema. 
Dessa vez, a investigação vem da estudante Marly Medeiros, que cursa o sétimo período de Administração de Empresas, da universidade Nove de Julho, em São Paulo.
Ela quer identificar quais são os fatores que fazem a mulher brasileira optar pela carreira internacional. Para isso, desenvolveu um questionário que pode ser respondido online, agora mesmo.
O Resultado da pesquisa será destrinchado no trabalho de conclusão do curso.
Ela agradece às participantes. E eu reproduzo um mimo legal que ela mandou por email:  "Primeiramente quero lhe agradecer, pois as Expatriadas foram de suma importância para que eu optasse em abordar como tema do meu TCC o assunto expatriação de mulheres, pude por intermédio do mesmo sanar dúvidas e entender como este processo se desenvolve na prática."
Imagina...a gente "tá" aqui pra ajudar!

Para participar da pesquisa, clique aqui.
Para ver as pesquisas e questionários que já ajudamos a divulgar, clique aqui.
Imagem: SXC

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Expatriados e imposto de renda, a história sem fim.

Olá, X! 
Se tem um assunto que está sempre entre os “top 10” para expatriado é imposto de renda. Se o cálculo já é uma coisa para quem vive aqui, imagine para quem está lá longe...
Dessa vez, a dúvida vem de dois profissionais que, entre caixas, malas, documentos e expectativas com a mudança, estão querendo saber onde exatamente vão levar a mordida.
Mais uma vez quem nos socorre é o advogado, especialista em direito tributário internacional, Daniel Villas Boas.
Seguem as dúvidas, quem sabe as respostas não te ajudem também!

Tássio - Estou indo para Moçambique, mas estou cheio de dúvidas quanto a como enviar dinheiro para o Brasil - tenho filho aqui - e se isso vai gerar tributação.
Sabem como funciona essa questão de envio de dinheiro e de salário de Moçambique para o Brasil?
Dr. Daniel - Prezado Tássio, obrigado por sua pergunta.
A remessa de dinheiro de Moçambique para o Brasil está sujeita à cobrança de 0.38% de IOF  -  Imposto sobre operações financeiras -  sobre o valor enviado, além das tarifas bancárias. Não há incidência de imposto de renda nesta remessa e tais valores ficam sujeitos à comprovação perante o Banco Central do Brasil. Com relação à saída de capitais de Moçambique, esta questão demandaria um estudo mais aprofundado.
Lembramos que, se sua estada em Moçambique for maior que um ano, você terá que preparar o processo fiscal de saída do país. 

Luiz - Trabalho embarcado em navios na área do pré-sal aqui no Brasil. Pretendo imigrar para Portugal ou Canadá.
Gostaria de saber se tenho que declarar imposto de renda aqui no Brasil, somente no país que residir ou nos dois países?
Dr. Daniel - Olá Luiz, obrigado por nos enviar seu questionamento.
O primeiro ponto a ser tratado é se você vai ficar mais de um ano no exterior. Se sim, deverá entregar à Receita Federal a Declaração de Saída Definitiva. Assim, não estará obrigado a declarar imposto de renda no Brasil enquanto viver fora do país. Caso não faça esse processo fiscal de saída, sua renda poderá sofrer dupla tributação.
Entretanto, o Brasil possui tratado Internacional para evitar a bitributação com o Canadá e com Portugal. Isso já mitigaria a hipótese de tributação nos dois países.
Vale lembrar que – mesmo morando em outro país – seus rendimentos no Brasil continuarão sendo tributados, caso haja incidência de imposto. Portanto, o seu salário aqui no Brasil continuará sendo tributado na fonte.

Para saber mais sobre a declaração de saída definitiva, clique aqui.
Sobre remessas de valores,  o Banco Central tem uma cartilha que trata das dúvidas mais comuns. Para acessar a cartilha, clique aqui.
Outras informações aqui no Expatriadas sobre imposto de renda para expatriados, clique aqui.
Para entrar em contato com Daniel Villas Boas:
daniel@personaexpt.com
Imagem: SXC

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Portal para Repatriados.

Olá, X!
Governo lança o Portal do Retorno. Objetivo: facilitar a vida do brasileiro que está voltando pra casa.
Mas antes de seguir nos detalhes, pausa para pensar um pouco sobre o tema.
Expatriação é linda! Tem um certo brilho, um glamour na palavra. Carrega a promessa de uma vida nova, cheia de boas possibilidades. 
Já repatriação...vixe!
Primeiro que seu significado gera muita confusão. Tem gente que acha que repatriação apenas ocorre com o sujeito que foi expulso do país onde vivia ou estava numa situação sub-humana no exterior e só conseguiu voltar para o Brasil por causa de uma  ajuda do governo.
Mas num mundo em que os profissionais vão e voltam a todo momento, repatriação não tem - ou não deveria ter - essa conotação de ilegalidade. 
Ok, tudo bem, a repatriação é - sim - ainda empurrada lá pra debaixo do tapete até pelas empresas mais empenhadas em promover um processo de transferência que gere satisfação para patrão e funcionário.
Ainda acontece com muitos profissionais expatriados: voltam com a família deslocada na cultura, sem função na companhia e acabam partindo para outros desafios. Levam um patrimônio riquíssimo, mas que acabou não rendendo na empresa que expatriou por causa da falta de cuidado com o retorno.
Nossa...isso dá livro, e é óbvio que tem gente analisando o assunto por aí.
Mas...voltando ao Portal do Retorno, o Ministério das Relações Exteriores avisa que a proposta com  a nova página é dar um apoio especialmente para o brasileiro que partiu por conta própria e não tem o respaldo de uma empresa para voltar. 
É que a repatriação pode ficar ainda mais dramática quando a pessoa volta porque seu sonho no exterior acabou afundando junto com alguns países. O governo estima que, com essa crise econômica mundo afora, o número de brasileiros no exterior caiu de 3 milhões para 2.5 milhões nos últimos cinco anos.
Por isso é que o Portal não se limita às dicas práticas, relacionadas - por exemplo - à mudança, bagagem e documentação. Aborda questões como empreendedorismo e investimento. 
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a proposta com esse apoio é possibilitar uma readaptação de fato no Brasil: "O retorno ao Brasil tem se mostrado um desafio para grande parte dos emigrantes. Após buscar a reinserção econômica no Brasil, sem êxito, durante alguns meses ou anos, muitos são levados a re-emigrar, novamente em condições de vulnerabilidade - ou seja, sem visto de trabalho, e muitas vezes assumindo dívidas para reembolso dos gastos de viagem. As causas mais comuns para a re-emigração nessas condições são: incapacidade em reinserir-se no mercado de trabalho; insucesso dos empreendimentos no Brasil; e queda de nível de vida e de renda em relação ao período passado no exterior."
Algumas dicas podem não fazer muito sentido para o expatriado que tem um apoio corporativo - mesmo que não seja o ideal - para voltar ao Brasil. De qualquer forma, o novo Portal é uma fonte de informação e uma mobilização importante em prol de um retorno mais cuidadoso.
Para saber mais clique em: Portal do Retorno.
Para outros posts sobre repatriação no Expatriadas é só clicar aqui
Imagem: Desenho: Gabriela Misaki Kojima, menção honrosa no III Concurso de Desenho Infantil "Brasileirinhos no Mundo".

terça-feira, 23 de abril de 2013

Expatriação: subindo!

Olá, X!
Empresas no mundo todo vão expatriar mais em 2013. De cada 10 funcionários transferidos - advinha? - 9 serão homens entre 35 e 55 anos. Os expatriados irão para outros países para - principalmente -  fornecer habilidades técnicas, desenvolver lideranças locais e transferir conhecimento.
Bola de Cristal?
Não! Relatório de Políticas e Práticas Mundiais de Transferências Internacionais, divulgado esse mês pela consultoria Mercer.
O relatório aponta também que os Estados Unidos ainda serão o principal destino dos transferidos. Segundo lugar? Brasil, seguido pela China.
Quanto ao tempo no exterior, as empresas dizem que pretendem deixar - em média - o funcionário 3 anos fora. Mas pode ser bem menos - 3 meses, ou mais - até 5 anos...
Interessante é que o relatório aponta que as empresas tem, cada vez mais, usado a expatriação para dar aquele upgrade na carreira, apesar dessas mesmas empresas admitirem que não sabem avaliar - de fato - o impacto da expatriação nos negócios e na carreira de seus talentos.
A diretora na área de mobilidade global da Mercer, Anne Rossier-Renaud, diz que é isso mesmo: “As transferências internacionais tornaram-se mais diversificadas para atender a evolução dos negócios e as necessidades da força de trabalho global. Aumentos salariais relativamente baixos em algumas regiões e a pressão para atrair e reter talentos têm estimulado muitas empresas a adotar uma gama mais ampla de estratégias de mobilidade global para incentivar empregados de alto desempenho. Diretores de RH e de mobilidade enfrentam agora uma grande complexidade no número e tipo de transferências internacionais que precisam ser administrado."
Imagem: SXC