sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Mobilidade Global & Expatriados.

Olá, X!
- De que forma podemos obter uma repatriação de sucesso?
- Como equilibrar um pacote atrativo aos custos da organização?
- É possível alinhar a legislação brasileira às necessidades da empresa?
- Como lidar com diferentes culturas e adaptá-las à realidade da organização?
Tudo bem que essas perguntas não são do nível "quem sou - de onde venho - para onde vou?", mas que não são fáceis de responder, ah, isso não são mesmo.
Tanto que profissionais que lidam com mobilidade internacional vão se reunir em fevereiro do ano que vem, em São Paulo, para conversar sobre tudo isso.
Interessante é que a 2a. edição do Mobilidade Global & Expatriados - promovido pela HR Academy - tem como foco o retorno dos brasileiros pra casa. Segundo os organizadores, a tal da boa fase da nossa economia está provocando uma repatriação de t
alentos.
Para quem acha que o vai-vem ainda está relacionado ao "olha que presentão você está ganhando", eis a opinião dos participantes nesse ano: "Em sua primeira edição o encontro reuniu cerca de 100 profissionais de grandes empresas e foi considerado pelo mercado como primeira iniciativa a abordar os aspectos da mobilidade internacional de forma estratégica, por não focar nos detalhes operacionais de uma expatriação."
Imagem: SXC

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Expatriação: a viagem que nunca acaba...

Olá, X!

Basicamente o que aprendi com a expatriação:

- O mundo é imenso! Apesar dos 7 bilhões de habitantes, ainda há muito lugar vazio, muito espaço a ser explorado;

- Somos imensos. Temos várias facetas e somos capazes de agir até na nossa incapacidade;

- As pessoas são interessantes. Às vezes é preciso paciência e disposição para perceber, mas - geralmente - as pessoas têm bons ingredientes para acrescentar na nossa receita de vida;

- A vida sempre muda! Às vezes de repente, às vezes a conta-gotas, mas sempre muda;

- A experiência é pra sempre! O fantástico é que as lições que se aprende podem ser atualizadas à medida que o mundo, a gente e as pessoas mudam. Basta não parar de viajar...especialmente quando o destino é pra dentro!

Imagem: SXC

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A chave para a legalidade...

Olá, X!

Aqui no Brasil, quem compra uma casa pode levar uma tv "fininha", armário de cozinha, moto e tem construtora dando até carro.

Nos Estados Unidos, quem comprar um imóvel pode ganhar um visto!

Isso é o que sugerem dois senadores - um republicano e outro democrata.

As informações são da repórter da Folha de S.Paulo - Luciana Coelho (matéria disponível só para quem assina o jornal).

Como não existe almoço de graça...

As regras do negócio:

Investimento de - no mínimo - US$ 500.000 em imóveis;

Pagamento em cash, nada de financiamento, baby...

Permanência de pelo menos 6 meses por ano nos Estados Unidos;

Pagamento de impostos.

Os políticos acreditam que a proposta ajudaria a impulsionar o mercado imobiliário americano, um dos principais motores daquela economia.

A matéria não indica que tipo de visto seria.

Pensando com meus interruptores:

Quem tem esse dinheiro para investir em outro país, não seria bem-vindo em uma economia que luta pra "fazer" dinheiro, portanto já não teria condição de ter um visto?

Well, well...vai saber...

A questão é saber como a bancada anti-imigração vai reagir.

Só para constar:

O preço das casas nos Estados Unidos está no menor nível em 8 anos.

Pelas contas da Associação Nacional de Corretores dos EUA, entre abril do ano passado e abril desse ano, os estrangeiros gastaram US$ 82 milhões em imóveis, 24% acima do período anterior.

Para quem quer pensar um pouco mais no assunto, já conversamos aqui sobre compra de imóveis no exterior.

Imagem: SXC

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Expatriado feliz, expatriadinho idem.

Olá, X!
Tenho a impressão de que tem mãe ou pai por aí que acredita estar criando um ser global pelo simples fato de o pequeno - aos 3 anos de idade - já dizer hello, yellow e Thank you.
Eeeeiiii, foco no absurdo!
Claro que não vou contestar o fato de que aprender mais de um idioma - e logo na primeira infância - pode incrementar nossa mobilidade entre lugares e entre situações.
Mas penso que a lapidação de um expatriado feliz está muito mais nas entrelinhas, nos detalhes, no dia dia mesmo, do que em um esquema "the book is on the table". Acontece que ensinar pela cartilha do cotidiano exige presença, disponibilidade e um olhar atento de quem cuida.
A gente não pode querer, por exemplo, que o filho entre sem traumas em uma outra cultura se briga para que a prefeitura remova um albergue ou não construa uma estação de metrô porque vai trazer um povo "diferenciado" para o bairro.
Não dá pra acreditar que ele estará apto a experimentar novos sabores se o que sempre provou foi a mesmice das comidas industrializadas, congeladas, de isopor.
É loucura achar que o filho vai se aventurar em ir e vir se ele nunca teve um porto seguro, se nunca soube onde encontrar apoio e amor.
Também não se pode desejar que ele tenha a disposição de encarar o estranho se toda a vida teve que se espremer em um padrão. Aqui faço questão de ser mais específica.
A cena: procura por jardim da infância.
Coordenadora pedagógica de uma escola tida como exemplar diz: "vamos conversar lá fora, parece que seu filho não gosta de lugar fechado."
Aproveitando: "como lidam com uma alma que tem certa resistência à paredes?"
"Então", começa a bam-bam-bam em crianças: "tem que vir da rotina da famíia. Você tem que diminuir as saídas, acostumá-lo a ficar mais dentro de casa."
Ah...tá... Poderia, imagino, começar dizendo a ele que lá fora tem bicho papão, que correr na areia da praia é nojento e que brincar no parquinho pode ser muito perigoso, já pensou no tombo do escorregador?

Ah, e poderia ainda convencê-lo de que vento, Sol e chuva só existem para atrapalhar a vida.
COMO UMA COORDENADORA PEDAGOGICA PODE SUGERIR TAL DOMESTICAÇÃO? Tá, desculpe, me exaltei...

Mas será que não existem outras maneiras de mostrar que também pode ser interessante ficar em sala de aula?
Não, aqui não minha filha! Com uma mentalidade dessas deve ser mesmo hor-rí-vel passar um minuto sequer nessa escola...
Mas, enfim, não é esse o ponto.
O que penso ser importante na formação do tal ser global - seja na busca por colégio, na escolha do lazer, no emitir uma opinião, no oferecer um prato... - é ajudar a armazenar ferramentas para desbravar, abrir caminhos, vasculhar, atravessar opiniões, preconceitos e fronteiras.
Meu papel como mãe é ampliar e não conter. É expandir e não reter. É mostrar que o mundo é grande, e repleto de vertentes.
Pode ser que a expatriação para nosso herdeiro nunca aconteça. Pode ser...
Mas pelo menos teremos tido a chance de passar adiante uma das principais lições sobre a vida: a de que ela é repleta de possibilidades. E quanto mais arraigada essa ideia, desconfio que mais felizes poderemos ser.
Imagem: SXC

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Expatriação: o motivo legalzinho pra chutar todos os baldes!

Olá, X!

De todas as possibilidades que envolvem a vida de uma coexpatriada - quem vai pra lá da fronteira por alguém - penso que a mais interessante seja a possibilidade de tirar um período sabático sem ter que dar grandes explicações pra gente mesma e para os outros.

A resposta para todos os questionamentos é sempre "é que ele foi transferido." Simples assim! Pode ser também: "ela foi transferida." É menos comum, mas acontece.

O interessante é notar a expressão de quem iria te escrachar por largar casa, emprego, família, vizinho: "ah, tá...", em uma espécie de tá explicado temperado com uma minhoquinha: por que ela e não eu?

Pra ilustrar:

"O queeee? Vai pedir demissãaaaao, vai deixar a posição que custou zilhões de horas extras, fins de semana, férias adiadas, cabelos brancos e rugas?"

"É que ele foi transferido."

"Ah, tá..."

O queeee? Vai alugar o apartamento que você acabou de reformar?"

"É que ele foi transferido."

"Ah, tá..."

O queeee? Vai tirar as crianças da escola tal? Você ficou décadas na fila!

"É que ele foi transferido"

"A tá..."

" O queee? Vai vender aquele sofa retrô ma-ra-vi-lhoooooo-so?"

"É que ele foi transferido."

"Quanto é?"

O fato é que ter a chance de fazer uma pausa pode ser uma grande viagem. A questão é saber onde isso vai dar.

Para mim o que vale mesmo é que o caminho seja cheio de descobertas. Pode ter um atraso ou outro, pneu furado, mapa de ponta cabeça...Mas o importante é que a gente permita a circulação, seja de ideias, energia, emoções...

Um toque: nesse caso a viagem costuma ser só de ida. Nunca mais seremos as mesmas!

Bom trajeto!

Imagem: SXC

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Expatriação em estudo.

Olá, X!
Depois de um baita tempo de solo - escala longa demais, confesso - cá estou para tentar resgatar nossos encontros semanais.
Só para atualizar o perfil: sigo repatriada, cada vez mais adaptada e, apesar do silêncio "expatriático", com muitas X! fazendo contato. O que me deixa com um sorriso que vai até a nuca. Ô vaidade...
Por falar em troca de informação, uma estudiosa da vida-pra-lá-da-fronteira diz que está difícil avançar nas pesquisas porque os brasileiros exportados não estão lá querendo falar sobre o tema.
Como o Expatriadas também é conexão para quem se propõe a mapear esse tortuoso caminho de quem vai e vem, sala vip para a estudante de pós em Psicologia Organizacional, Aline Boa Vista.
A seguir os tópicos que ela gostaria de abordar com quem topar participar do trabalho dela.
O contato da Aline é:
aline.boavista@hotmail.com

Preciso entender um pouco mais sobre a experiência de um expatriado em itens como:
1 - Se houve processo seletivo para o programa de expatriação. Se sim, como foi conduzido?
2 - Como a empresa fez o convite?
3 - Se houve alguma ação de desenvolvimento por parte da empresa ao colaborador para o novo desafio.
4 - Como foi a negociação do salário e dos benefícios?
5 - A mudança foi vantajosa financeiramente?
6 - A empresa possuía política de expatriação? Houve um planejamento da empresa para a expatriação?
7 - Qual o apoio dado pela empresa no deslocamento para o novo país? Como foi a preparação para a viagem de ida (residência, carro, passagem, documentos, etc.)?
8 - Como foi a adaptação do profissional? Como foi a adaptação dos familiares?
9 - Qual o tratamento/benefícios dado pela empresa aos familiares?
10 - Como foi o retorno ao Brasil? A empresa possuía política de repatriação?

Se for necessária alguma declaração da minha instituição de ensino, peço que me sinalizem, que providenciarei.

Obrigada pelo apoio.
Aline P. Lopes Boa Vista

Imagem:SXC

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Navegar é preciso, o navegante não...

Olá, X!

Não é de hoje que mandar gente pra longe pode ser um negócio bem interessante... Que o diga a Espanha ao bancar Colombo.

Pelo jeito também não é de hoje que a volta pra casa pode ser bem dolorida...Dizem que Cabral não experimentou o prestígio pela sua rica "descoberta", rompeu antes com a monarquia portuguesa. Tá...é só pra ilustrar...não vamos entrar no mérito...

Enfim...

Parece que o famoso "bom para ambas as partes" ainda é - na maioria dos casos - apenas uma frase de efeito nesse universo "expatriático". Tanto que os ditos craques no tema vem alertando para a importância de se equilibrar o lucro para a empresa e para o profissional nos processos de exportação de talentos.

Em seu último boletim, a Mercer trata do tema tomando como exemplo a internacionalização das empresas portuguesas. Para a consultoria, driblar a crise europeia fincando bandeira em outros mercados só trará bons resultados se o processo for bem planejado. Nada de linha de montagem, cada expatriação deve ser um caso em particular . " Para além das questões habituais no ínicio da definição de um processo desta natureza - com quem nos vamos alinhar, quais os indicadores que vamos utilizar na definição dos pacotes de compensação dos expatriados, como vamos abordar o retorno dos colaboradores expatriados e maximizar as competências adquiridas - existe uma série de dimensões que as empresas começam a tentar explorar de forma a otimizar o retorno do investimento efetuado nestes processos de mobilidade que garantem a diferenciação entre as organizações que olham as dinâmicas de mobilidade de uma forma standard e as que cada vez mais procuram com uma abordagem sistemática maximizar o retorno para a organização, em termos de resultados e de recursos humanos", salienta a consultoria.

Aqui no Brasil, o debate também segue nessa linha. É só dar uma olhada na abordagem no "Expatriad0s 2011", que será realizado em junho: "saiba como desenvolver uma política de expatriação e repatriação que minimize riscos jurídicos, aumentando a fidelização e a motivação dos colaboradores."

O que muita gente espera é que essa receita exista de fato na prática.
Ok, pensar sobre o assunto já é um grande passo!

Imagem: SXC