quinta-feira, 31 de maio de 2012
Expatriação em alta.
Olá, X!
Não falei que expatriação não estava tão em baixa como andavam dizendo?
Pesquisa divulgada essa semana pela Brookfield Global Relocation Services mostra que - em 2011 - a mobilidade internacional voltou a crescer, depois de 3 anos em queda.
Segundo o levantamento, o número de funcionários transferidos de um país para outro cresceu 50% em relação a 2010.
Para quem planeja uma carreira internacional: das 123 empresas ouvidas no mundo todo, 6 em cada 10 informaram que vão expatriar ainda mais este ano.
Os principais destinos continuam sendo Estados Unidos e China. Brasil, Rússia e Índia também seguem atraindo expatriados, mas a pesquisa indica que outros endereços começam a despertar interesse das multinacionais. Prepare-se para viver em locais como Malásia, Indonésia, Kasaquistão e Colômbia.
Crise? “O significante aumento
das efetivas expatriações em 2011 e o otimismo do contínuo crescimento para
2012 sugere que as corporações têm ajustado as condições daquele ambiente de
instabilidade e focado novamente no futuro e crescimento de seus negócios
internacionalmente”, essa é a avaliação de Scott Sullivan, vice presidente da
Brokfield.
O estudo aponta ainda que entre os maiores desafios da expatriação estão encontrar o talento ideal e administrar os custos do processo, aumentando o retorno sobre o investimento. Pela avaliação dos pesquisadores, "a falta de habilidades
técnicas e de gerenciamento permancecem as principais razões para relocar
funcionários."
Se ainda resta alguma dúvida sobre o peso de uma expatriação no currículo:
De cada 10 executivos consultados, 4 dizem que uma experiência no exterior acelera a ascensão na carreira.
Imagem: SXC
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segunda-feira, 21 de maio de 2012
Guia rápido para quem está voltando.
Olá, X!
A vida é assim mesmo...uns vão, outros estão voltando...
Se você está para alcançar o status de repatriada, já conversamos sobre isso aqui.
E perambulando pela rede, encontrei outra coisa que pode ajudar no seu caminho de volta: Guia do Brasileiro Regressado, feito pelo Ministério das Relações Exteriores. Eu sei, eu sei, o nome do guia é meio estranho, mas as dicas são interessantes.
O material aborda desde o retorno do bichinho de estimação até a classificação dos bens comprados lá fora e que estão livres de imposto, no caso de quem morou mais de um ano no exterior.
No guia também estão orientações sobre como proceder antes da mudança, quais documentos deixar por perto e sobre a validação no Brasil de certidões emitidas em outro país. Trata ainda de imposto de renda, título de eleitor e até dá alguma orientação para quem pensa em abrir um negócio por aqui
Enfim...são coisas simples, às vezes chatas...mas só mesmo com uma lista na mão e alguém lembrando a gente para não ficar nada pra trás nesse momento tão conturbado que - geralmente - é a volta pra casa.
Boa viagem!
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sexta-feira, 11 de maio de 2012
Mamãe expatriada.
Olá, X!
Dois dedinhos de prosa.
Para quem ainda tem dúvida: a profissional brasileira transferida para o exterior tem direito à licença maternidade assim como teria no Brasil. Como está explicado no site JusBrasil: "com base no dispositivo legal infere-se que ao empregado
transferido para o exterior são assegurados todos os direitos previstos
na legislação trabalhista brasileira, salvo quando a legislação local
for mais benéfica. Logo a gestante transferida para o exterior fará jus à
licença-maternidade de 120 dias e salário-maternidade equivalente a 100% seu salário-de-contribuição, conforme preconiza a legislação
previdenciária brasileira."
Tomara que você esteja em um lugar que seja super com as mamães, tipo, na Suécia, onde a mulher pode ficar em casa por até 1 ano e 4 meses, recebendo 80% do salário.
Agora...sobre amamentação pelo mundo...vixe...isso sim dá muita conversa...
Quais países encaram - de verdade - numa boa a amamentação? Posso dar de mamar em qualquer lugar? Tenho que me cobrir? Ir com meu bebê ao banheiro? Até quando amamentar? São tantas minhocas quando o normal deveria ser por o "tetê" pra fora e deixar o nenê "mama"...
Então, pra encurtar e você correr para o abraço, fica a orientação da OMS: aleitamento materno exclusivo até os seis meses e, a partir daí, com outros alimentos, pelo menos até os dois anos.
Como vai ser o processo? Aí você avalia o que vai ser mais confortável para vocês dois. Estudar a cultura local pode ser meio caminho para evitar um estresse num período em que você "não vai estar podendo..."
Feliz dia das mães!
Imagem: SXC
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quinta-feira, 10 de maio de 2012
FGTS - Como sacar no exterior.
Olá, X!
Você não sabe, mas geralmente eu sei como você chegou até aqui!
Tudo bem, não vou falar do seu caso específico, coisa nossa, né?
O que eu posso dizer é que tem muita gente que entra no Expatriadas em busca de informações sobre o universo financeiro "expatriático".
O tema campeão é imposto de renda. Outro tópico que também desperta muito interesse é remessa de dinheiro, sem contar na turma que está em busca de esclarecimentos sobre direitos e benefícios do trabalhador brasileiro no exterior.
Bom, se você quer mais informações sobre algum desses assuntos, é só clicar na palavra em negrito.
A novidade da semana vem do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.
Quem mora na Europa já pode sacar o FGTS sem precisar voltar ao Brasil. O resgate do fundo pode ser solicitado nos consulados brasileiros em Bruxelas, na Bélgica - Paris, França - Londres, na Inglaterra e Roterdã, na Holanda. Em Dublin, Irlanda, o pedido deve ser feito na embaixada brasileira.
O dinheiro é liberado em cerca de 15 dias úteis e é creditado direto na conta no exterior. O expatriado também pode indicar a conta de uma pessoa de confiança.
As regras para sacar o FGTS no exterior são as mesmas para sacar aqui no Brasil:
- Contrato de trabalho rescindido sem justa causa;
- Extinção normal do contrato de trabalho a termo;
- Aposentadoria concedida pela Previdência Social;
- Permanência do trabalhador por três anos ininterruptos fora do regime do FGTS;
- Permanência da conta vinculada por três anos ininterruptos sem crédito de depósito, para afastamento ocorrido até 3.7.1990.
- Extinção normal do contrato de trabalho a termo;
- Aposentadoria concedida pela Previdência Social;
- Permanência do trabalhador por três anos ininterruptos fora do regime do FGTS;
- Permanência da conta vinculada por três anos ininterruptos sem crédito de depósito, para afastamento ocorrido até 3.7.1990.
Os expatriados que vivem nos Estados Unidos e Japão também podem sacar o fundo. Por lá - pelas contas da Caixa - 2 mil pessoas já recebaram cerca de R$ 12 milhões.
Mais detalhes aqui.
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quarta-feira, 9 de maio de 2012
No contrafluxo.
Olá, X!
Crise lá fora e propaganda pesada de que as coisas vão a 1000 por aqui. Dizem que tem muito brasileiro deixando de ser ex para virar repatriado.
É...a impressão que dá é que expatriação ainda meio em baixa.
Será mesmo?
Tem gringo que garante que as empresas estrangeiras estão de olho nos profissionais daqui.
Exemplo? A visita de Peter Rodriguez, diretor do Centro de Iniciativas Globais da Darden
School of Business, da Universidade da Virgínia. Ele veio ao Brasil divulgar cursos de pós nos Estados Unidos.
Em entrevista a revista Você SA, Peter disse que o profissional brasileiro tem chamado a atenção pelo jeito em lidar com os outros, "gostam de ter relações pacíficas", diz.
Em que o futuro expatriado precisa melhorar? "Talvez na eficiência e nas estratégias que envolvam o planejamento de
longo prazo. O profissional brasileiro também precisa aprender sobre o mundo, dando abertura aos talentos de
fora", avalia.
Então é isso. O mercado é global, o mundo tem girado rápido e é complicado saber quando e onde a crise vai virar oportunidade.
Já que aqui no blog tudo é de graça mesmo, vai um toque: fique esperto!
Imagem: SXC
terça-feira, 8 de maio de 2012
Quando a outra cultura violenta nossos princípios.
Olá, X!
Quando se está longe de casa e o processo de expatriação ainda não está lá muito bem resolvido na cabeça e no coração, a gente acaba achando que tudo é pessoal. É o bom dia não correspondido, a grosseria da balconista, o descaso do atendente, a indiferença - quando não a violência - das pessoas...
Relaxa...dizem que esse modelo "who cares?" é cultural. Não é que a pessoa não se importe com você - um estrangeiro - ela não se importa com ninguém.
Tanto que quando alguém ousa olhar para o lado, acaba virando herói.
Foi o que aconteceu com um brasileiro na China. Ele alertou uma mulher que ela iria ser roubada. Resultado: ele acabou apanhando dos bandidos em meio a um monte de gente, que se limitou a assistir a cena. No fim das contas, o cara virou manchete e levou uma grana do governo que tenta convencer os chineses de que se importar com o próximo faz bem.
Na matéria divulgada no Estadão, a escritora Lijia Zhang, autora do livro A Garota da Fábrica de Mísseis, dá uma ideia de como as coisas fuincionam na China. "Na nossa
cultura, há uma ausência de disposição de mostrar compaixão por
estranhos. Nós somos
educados para mostrar bondade às pessoas de nossa rede de guanxi,
parentes, amigos e sócios, mas não particularmente a estranhos,
especialmente se tal bondade puder potencialmente afetar seus
interesses."
Não fosse o tal do mercado, você poderia dizer: eles que se entendam...
A questão é que você pode ser o próximo transferido pra lá. Um estudo da consultoria Mercer com as 30 maiores multinacionais brasileiras aponta que metade planeja avançar os negócios no exterior nos próximos dois anos. Um dos principais endereços? China!
Relaxa?!
E você, como lidaria com esse seu ímpeto para ajudar num país que dizem ser tão hostil a solidariedade?
Imagem: SXC
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Expatriados e a tecla sap.
Olá, X!
Seis meses e três dias de silêncio.
O motivo? Vixe...deixa pra lá...
Dizem que blog tem vida e que ele pode morrer por falta de assunto. Entonces ele também pode ressuscitar! Humm, interessante...
Ok...vamos lá, de mansinho, um dedo de prosa hoje, mais um - quem sabe - outro dia, e assim vamos reconstruindo a relação...vamos ver...
Então...
Viu o estudo da Mckinsey que diz que o lucro tende a ser maior em empresas que têm diferentes nacionalidades entre os funcionários?
A questão é como se entender entre um sí, no, wann, combien, dove...
Simples! Mete o "inglesão velho de guerra" como idioma padrão.
Simples?! Ahã.
"As empresas subestimam o estresse psicológico que a troca do idioma
pode provocar", diz Rebecca Piekkari, professora de negócios
internacionais da Aalto University da Finlândia.
A reportagem "Adotar o inglês em equipes globais desmotiva quem não domina o idioma", publicada no Valor Econômico, traz uma série de "causos" de empresas que passaram por fusões, aquisições etc. e tals e acabaram embananando a comunicação ao ignorar a língua - ou línguas - nativa.
Resultado: funcionários de bem com a vida e com o sucesso ficando mudos, perda de talentos e um clima de "the book is on the table" de ameaçar a chance de lucar mais.
Tudo bem, mas fazer o que? Vai ser cada um com a sua cartilha?
Dizem que o Inglês pode funcionar, desde que seja usado de forma simples e direta. "Nosso idioma comum é o inglês, mas sem complicações", diz Thomas Balgheim, presidente-executivo da japonesa NTT Data. Na matéria do Valor, ele explica que para tornar os comunicados internos em inglês de sua companhia mais
fáceis, pede a alemães e italianos que produzam o primeiro esboço
porque eles empregam sentenças mais simples e usam um vocabulário que
atende às necessidades de uma força de trabalho multicultural."
É o tal do"globish", criado por Jean-Paul Nerrière, um ex-diretor da IBM.
Ele garante que com 1500 palavras em Inglês dá pra trabalhar, ganhar dinheiro e se divertir em qualquer canto do mundo...
É isso aí, fala que eu te escuto, mas X! que é X! fala pelos cotovelos. 1500 palavrinhas dão mesmo pro gasto?
Imagem: SXC
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