sexta-feira, 27 de maio de 2011

Navegar é preciso, o navegante não...

Olá, X!
Não é de hoje que mandar gente pra longe pode ser um negócio bem interessante... Que o diga a Espanha ao bancar Colombo.
Pelo jeito também não é de hoje que a volta pra casa pode ser bem dolorida...Dizem que Cabral não experimentou o prestígio pela sua rica "descoberta", rompeu antes com a monarquia portuguesa. Tá...é só pra ilustrar...não vamos entrar no mérito...
Enfim...
Parece que o famoso "bom para ambas as partes" ainda é - na maioria dos casos - apenas uma frase de efeito nesse universo "expatriático". Tanto que os ditos craques no tema vem alertando para a importância de se equilibrar o lucro para a empresa e para o profissional nos processos de exportação de talentos.
Em seu último boletim, a Mercer trata do tema tomando como exemplo a internacionalização das empresas portuguesas. Para a consultoria, driblar a crise europeia fincando bandeira em outros mercados só trará bons resultados se o processo for bem planejado. Nada de linha de montagem, cada expatriação deve ser um caso em particular . " Para além das questões habituais no ínicio da definição de um processo desta natureza - com quem nos vamos alinhar, quais os indicadores que vamos utilizar na definição dos pacotes de compensação dos expatriados, como vamos abordar o retorno dos colaboradores expatriados e maximizar as competências adquiridas - existe uma série de dimensões que as empresas começam a tentar explorar de forma a otimizar o retorno do investimento efetuado nestes processos de mobilidade que garantem a diferenciação entre as organizações que olham as dinâmicas de mobilidade de uma forma standard e as que cada vez mais procuram com uma abordagem sistemática maximizar o retorno para a organização, em termos de resultados e de recursos humanos", salienta a consultoria.
Aqui no Brasil, o debate também segue nessa linha. É só dar uma olhada na abordagem no "Expatriados 2011", que será realizado em junho: "saiba como desenvolver uma política de expatriação e repatriação que minimize riscos jurídicos, aumentando a fidelização e a motivação dos colaboradores."
O que muita gente espera é que essa receita exista de fato na prática.
Ok, pensar sobre o assunto já é um grande passo!
Imagem: SXC

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Quando os benefícios vão na bagagem.

Olá, X!
Família toda empenhada para ter no currículo da vida uma experiência de qualidade em outras bandas, e uma manchete do Globo dá aquele corte na euforia: "Assalariado brasileiro tem mais proteção social do que o americano."
O estudo - Os sentidos das precariedades em dois mercados nacionais: Brasil e Estados Unidos - uma comparação" - feito em conjunto por pesquisadores da Unicamp e da Federal da Bahia mostra que o trabalhador brasileiro tem acesso à benefícios que o trabalhador na terra dos "gringos" não tem. É o caso de férias, feriados e descanso remunerados, salário mínimo, licença maternidade e indenização quando a demissão não tem justa causa.
Aí você: "ai...ai...que pena..."
Calma...
Já conversamos aqui que, desde 2009, a legislação brasileira diz que quando o trabalhador é transferido, valem as regras que forem melhores para o expatriado. Se as do novo país forem mais vantajosas...eba!
Então foco na negociação, no que ainda não está no papel, no que definitivamente vai fazer você dizer sim ao convite.
Imagem: SXC