sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Expatriação, direitos x benefícios.

Olá, X!
Vira e mexe aparece pré-expatriado ou "prexpatriado" em busca de orientações sobre o que negociar com a empresa antes de partir lá "pro estrangeiro".
A gente sabe que os cartuxos são pessoais, e cada empresa sabe - ou pelo menor deveria saber - onde o calo de seu talento aperta. Exemplo: se para alguns é importante ter um profissional para orientar a família lá fora, outros precisam é de ajuda antes mesmo da partida...Resumindo: cada "causo é um causo".
De concreto mesmo é que o trabalho de brasileiro no exterior é regulamentado. Detalhes da lei 11.962 você confere aqui.
Então, antes de negociar benefícios, é preciso ter na ponta da língua o que a empresa TEM que oferecer lá fora.
A advogada Aparecida Tokumi Hashimoto explica que, de acordo com a lei - em vigor desde 2009 - o expatriado tem basicamente os seguintes direitos:

a) previsão de salário-base e adicional de transferência;
b) reajuste salarial de acordo com a legislação brasileira;c) respeito aos direitos inerentes à legislação brasileira relativa à Previdência Social, FGTS e PIS;d) direito de gozo de férias no Brasil, acompanhado dos familiares, com custeio da viagem pelo empregador, após dois anos de estadia no estrangeiro;e) direito ao retorno custeado ao Brasil no término do período de transferência ou até mesmo antes, nos casos legalmente previstos (artigo 7º);f) direito a seguro de vida e acidentes pessoais - cujo valor não poderá ser inferior a doze vezes o valor da remuneração mensal do trabalhador - por conta da empresa, cobrindo o período a partir do embarque para o exterior até o retorno ao Brasil;g) direito a serviços gratuitos e adequados de assistência médica e social, nas proximidades do local laborativo no exterior;h) a remuneração devida durante a transferência do empregado, computado o adicional de transferência, poderá, no todo ou em parte, ser paga no exterior, em moeda estrangeira. O empregado poderá optar, por escrito, em receber parcela da remuneração em moeda nacional, que será depositada em conta bancária;i) o período de duração da transferência será computado no tempo de serviço do empregado para todos os efeitos da legislação brasileira, ainda a lei do local de prestação de serviços considere essa prestação como resultante de um contrato autônomo e determine a liquidação dos direitos oriundos da respectiva cessação (artigo 9º).

Para por na balança:
Custeio de passagem, de plano de saúde e de seguro de vida são direitos.
Bancar a adaptação da família, o aluguel e os estudos são benefícios.
Ter um "expatriador" competente para criar cenário e ambiente propícios para o expatriado oferecer o que tem de melhor são...são tudo de bom, né?
Imagem: SXC

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Expatriação na estante. Mineirinha n'Alemanha.

Olá, X! 
A gente navega, navega, mas como faz falta folhear...
Por isso essa parada na Estante.
Que tal pegar sua bebida predileta e aninhar-se no seu canto favorito? É que essa dica é bem minerinha, sabe.
O livro Mineirinha n'Alemanha é cria de blog. Mas a viagem "expatriática" da autora começou quando a internet ainda engatinhava.
Um estágio em comércio exterior levou - ou trouxe, dependendo do ponto de vista - Sandra Santos para a Europa há 18 anos.
Desde então, a mãe, esposa, profissional e expatriada vem vivendo e aprendendo. Então, por que não dividir essa bagagem, uai?
Para mais impressões e outras informações, dê uma passada no Mineirinha na Alemanha.

X! - Como foi o começo da sua experiêcia no exterior?
O principal desafio foi viver sozinha, dominar o idioma alemão e "domar" as saudades, isso tudo ainda antes da era da Internet.

X! - Quando e como surgiu a ideia de passar essa experiência de expatriada para o papel?
Eu gosto muito de escrever e, em 2003, comecei a escrever um blog. Fui colunista do site "Viver na Alemanha". No final de 2008 lancei o livro "Mineirinha n'Alemanha", reunindo os principais textos, mais lidos e mais comentados de tantos anos virtuais.

X! - Que tipo de dicas o livro traz?
O livro, como um blog, é muito eclético. Traz várias dicas de como é a vida no exterior, ajuda a driblar o choque cultural e é um apoio para entender a cultura alemã, com seus costumes e tradições. Fala sobre o mercado de trabalho alemão e mostra como fazer para adquirir a cidadania alemã.
O livro é uma indicação também para brasileiros que estejam pensando em emigrar para outros países, pois passa muito dos sentimentos e pensamentos de uma brasileira no estrangeiro.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Agora é no Egito, e depois?

Olá, X! 
Você, sua família, sua casa, sua rotina e - de repente - puf: parece que todo mundo ficou louco. É só gritaria, violência, saques, ameaças... E tudo parece tão cheio de poeira, de fumaça...Que medo!
E você tão longe de casa...
Tudo bem, exagerei. A gente sabe que as coisas não acontecem de estalo. Quem é conectado percebe a evolução da tensão.
Até que o conflito explode!
Agora está acontecendo no Egito. Mas como diz o corretor de seguros: poderia ser em qualquer lugar, a qualquer momento.
Aí, o que fazer?
Esperar ou agir?
Ficar ou partir?
Como somos um povo que acha que traz má sorte pensar no pior - quando o pior acontece - ficamos, na melhor das hipóteses, rezando-em-um-quarto-de-hotel- esperando-o-próximo-voo.Tem empresa que investe em gerenciamento de risco e tem pronto todo um esquema para socorrer seus expatriados, seja em terremoto, furacão, revolução, golpe de estado...
Mas quando a gente está longe da nossa terra firme, é muita viagem confiar que vai ter sempre alguém pra cuidar de tudo.
Então sempre tenha pronto o seu plano de ação!
O que levo na minha bagagem é o que guardei da experiência de enfrentar um furacão.
1 - Ao chegar ao novo endereço, informe o consulado brasileiro que você está vivendo no país.
2 - Tenha em alguns lugares: agenda do celular, anotado em papel dentro da carteira...os telefones de emergência da embaixada brasileira.
3 - Reúna em uma pasta todos os documentos, e o que mais você considerar ultra-mega importante.
4 - Se você acha que o ambiente está estranho, deixe uma mochila pronta. Pense na pasta com os documentos, em roupa, remédio, dinheiro local e dólar, carregador de celular, água, comida. Um mp3 à pilha pode ser sua salvação. Quando não havia mais energia, nem bateria de celular, nem de ipod, foi o famoso radinho à pilha que nos manteve informados na noite do furacão.
5 - Defina com a sua família o ponto limite. Quanto vocês estão dispostos a aguentar até decidir partir para o aeroporto?
6 - Tente avisar alguém no Brasil sobre seus próximos passos.
No mais é respirar e tentar manter a calma.
Se você tiver outras dicas de segurança para expatriado, divida com a gente!
Foto: Chris Hondros/Getty Images