sexta-feira, 28 de maio de 2010

A pangéia na era da intolerância.

Olá, X!
Esse mundão é estranho mesmo...
A cidade americana de Nuevo Laredo, que reduziu o "índice" de tolerância ao imigrante, passou um dia dessa semana sem mexicanos e teve que ver o que é bom pra tosse!!
Ainda no hemisfério norte, os States aprovaram o aumento do prazo de validade dos vistos de turismo e negócios, o famoso "B1-B2". Mas a tal "abertura" de portas para o Brasil não reduziu em nada o clima de tensão tão típico no consulado americano.
Por falar em negócios, até o fim da década, as profissões ligadas à saúde estarão em alta lá pras bandas do Tio Sam. Resta saber quem vai conseguir pagar o preço pelo serviço...
E, pra terminar, só um dado: no ano passado, auge da crise global, imigrantes nos mais diferentes pontos desse planeta mandaram pra casa US$ 316 bilhões de dólares. O banco mundial calculava uma valor bem menor.
Moral da história: na pangéia que vivemos hoje, não há desastre que segure esses expatriados!
Imagem: SXC

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Tailândia, do conflito à vontade de voltar...

Olá, X!
Vez ou outra, uma ou um X! - ou um candidato a - entra em contato para trocar ideias sobre temas bem complicadinhos: quais benefícios negociar, que remuneração pedir, que tempo acordar no processo de transferência.
Ainda é muito difícil chegar a um ponto em comum - principalmente no Brasil - porque as empresas ainda estão estruturando departamento e política de expatriação.
Eu sei, você anda suando de tanto garimpar informação desse tipo...se ajudar, a última edição da
newsletter da Mercer consultoria traz um ponto interessante: em que moeda receber o salário.
O texto fala sobre as dores e delícias de três cenários: receber na moeda do local para onde se está sendo expatriado, receber na moeda do país de origem ou ter uma remuneração mista.
Aí é avaliar o que é melhor para você e sua poupança, e ver se a sua empresa concorda...
Em dolar, euro, real, ou-sei-lá-o-que...Tem que ver, ainda, se vale a pena alguns custos - como o de se estar, por exemplo, em uma zona com nervos expostos.
Isso mesmo, falo da Tailândia.
Conflito armado entre governo e oposição civil, mortos e feridos, toque de recolher e muita apreensão entre a sociedade civil - ou melhor - povão mesmo, gente como a gente! O governo diz que já está tudo "dominado" novamente.
É aquela história de questionar a legitimidade da turma não eleita por voto direto...Mas o espaço aqui é para os brasileiros que estão tendo que enfrentar tudo isso.
A Embaixada Brasileira no país está atendendo as emergências nos seguintes telefones:
- (02) 679 8567 / 679 8568 / 285 6080 - ligando de fora da Tailândia, eliminar o zero inicial e acrescentar o prefixo 66.
- O telefone do Plantão Consular é 081-906 4238.
- De fora da Tailândia: +66-81-906 4238.

Quem dá uma ideia da situação por lá é
Renata C, que vive com marido e três filhos em uma província próxima à capital Bangkok. Obrigada por dividir esse momento com a gente Renata!

X - O que mudou na vida de vocês desde o início de toda essa confusão?
Na minha vida e na da minha família - por enquanto - nada mudou. Mas estamos atentos! Meu marido tem reuniões diárias no trabalho acerca dos conflitos dos oposicionistas “camisas vermelhas”, em Bangkok.

X - Vocês estão conseguindo levar uma vida normal? Conseguem trabalhar, ir à escola, ao supermercado?
Meu marido continua a trabalhar. Eu e as crianças também estamos indo à escola e à ginástica. Ao mercado vou rapidinho... Como não estamos na capital Bangkok, ficamos há uma hora e 45 minutos de lá, ainda estamos um pouco mais protegidos. Mas, por exemplo, os bancos não estão abrindo... Desde que o governo determinou toque de recolher, não podemos sair das 9 da noite às 5 da manhã. Também começamos a evitar shoppings centers. Sabe o shopping Central queimado quarta-feira em Bangkok? Então, tem um igualzinho aqui em Pattaya, onde moramos! E eu vou, ou ia, todo dia lá!

X - Receberam alguma orientação do consulado brasileiro?
Sim. Aliás, a Embaixada está fechada! O Consulado enviou um
e-mail a todos os brasileiros residentes na Tailândia. Desde então, estou colocando posts atualizados sobre o caso, e preparamos um vídeo sobre o assunto.

X - A empresa onde seu marido trabalha deu alguma orientação?
Sim, muitas. Eles prepararam já o plano B, C e D!!! Estão dando total apoio e condições de segurança aos expatriados que ali trabalham.

X - Vocês se sentem em perigo?
Não muito. Mas estou deixando malas prontas, passaporte na mão, essas coisas...

X - Podem voltar ao Brasil por causa dos conflitos?
Sim, com certeza! Estamos com passagem marcada para Julho, mas tudo pode acontecer, e podemos antecipar nossa chegada por aí!

X - O que mais tem chamado sua atenção nesses dias?
O fato de que o Tailandês é realmente um povo calmo, tranquilo, apaziguador, sereno, e nada do que está acontecendo combina com isso.

X - Gostaria de acrescentar algo?
Gostaria de dizer a todos os amigos e amigas expatriados que estão em Bangkok e precisam de apoio ou ajuda, que estamos à disposição em Pattaya, que - por enquanto - está tranquila!
Aos parentes e amigos, peço que fiquem tranquilos.
Aos leitores do Expatriadas, convido-os a ler o meu Blog e a conhecer o de uma amiga querida, que se diz refugiada, pois morava em Bangkok e teve que sair por conta dos confrontos! O site dela é: http://travessias.wordpress.com/
Meu abraço a todos, e a você Carmem, um beijo especial e um agradecimento público pela preocupação e envolvimento demonstrados. Espero que o nosso próximo post possa trazer boas notícias!

O espaço agora é para essa gente que anda se dedicando a estudar a expatriação sob o olhar brasileiro, movimento ainda raro...
A consultoria
Intercultural Plus convida brasileiros que vivem ou moraram na Argentina e argentinos que já vivenciaram a cultura brasileira para participar de uma pesquisa.
A proposta, segundo os pesquisadores, é avaliar as diferenças entre as duas culturas e identificar os desafios de adaptação em cada país. O objetivo é facilitar o processo de expatriação para cada local.
Aqui estão as perguntas em
português, espanhol e inglês.
Então é só. Até sexta que vem!
Foto: AP

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Negócio da China!


Olá, X!
A China é mesmo...é mesmo...uma coisa!
Tem totalitarismo com capitalismo. Tem ultra-produção com escravidão. Tem tradição, mas pouca fé. Tem muito dinheiro, muita demanda, e - por incrível que pareça - escassez!
Faltam serviços. De manicure a professor de idiomas. De chef a estilista...
Taí, se você é empreendedora, vá pra China! Pelo menos é isso que sugere a Apex, associação brasileira de promoção de exportação e investimentos. De acordo com uma reportagem do IG Economia, milhões e milhões de chineses têm muito a consumir, pena o Brasil ter apenas 50 empresas com negócios na China, três vezes menos que o Chile.
Só para alertar, um levantamento da Brookfield Global Relocation mostra que a China é o país em que os expatriados têm maior dificuldade de adaptação, seguido da Índia e Rússia.
E se você vai mesmo cruzar a muralha, não se esqueça de apurar seu "global mindset". Para quem está - como eu - entrando em contato com o termo só agora, segue essa definição encontrada no protocolo.com.pt - Global Mindset: "capacidade para reconhecer, entender e adaptar-se a sinais culturais distintos, sejam sutis ou óbvios, confortáveis ou desconfortáveis, de forma a que a eficiência não seja comprometida durante o processo negocial".
Voltando à pesquisa da Brookfield, a China é hoje o principal destino dos profissionais que embarcam nessa vida "expatriática".
No geral, a maioria dos transferidos - 8 em cada 10 - ainda é de homens e casados. E o grande entrave para o sucesso da expatriação continua sendo a adaptação da família.
Então, gente, foco no que interessa na hora de partir!
Por falar em foco, eu acompanho de perto as idas e vindas aqui pelo Expatriadas. E passa gente de todo canto do planeta. Isso é muito legal. E chega gente pelas mais diversas vias: dúvida sobre imposto de renda, problemas de adaptação dos filhos, vida de esposa expatriada...
Tem gente que passa vez ou outra, tem gente que passa sempre...Aproveito, então, para agradecer aos fiéis. Obrigada pela assiduidade. Entre em contato para trocarmos ideias. E continuem voltando sempre!!
Até sexta que vem!

Imagem: SXC

sexta-feira, 7 de maio de 2010

X! e mãe!

Olá, X!
Pra você mamãe que vive na Alemanha, Austrália, Áustria, Brasil, Canadá, China, Colombia, Dinamarca, Equador, Estados Unidos, Finlândia, Grécia, Itália, Japão, Nova Zelândia, Países Baixos, Peru, Suiça, Taiwan, Turquia, Uruguai, Venezuela ou Zambia - ufa, falei sem respirar - domingo deve ser aquele dia de almoço especial fora de casa, beijinhos, miminhos e outros inhos...
E andando por aí, dei de cara com uma ideia de presente, a mais interessante que vi. Um espelho ! Sim X! mamãe, um espelho, porque quando o filho nasce, muito em nós morre para abrir espaço para uma outra realidade. Para quem não sabe onde vai parar a tal da identidade, tente encarar aquele espelho sugerido pela loja de R$ 1,99 - vixe, agora entreguei a idade...
Para saber quando é o dia das mães em outros cantos no mundo, dê um pulinho aqui, mas volta...
Por falar em voltar, me lembro que, numa troca de e-mails durante a minha expatriação, uma "maga" da sensibilidade disse: "aproveita que você está sem fazer nada para ter filho."
Pensei:@&*$#.
E ponderei: primeiro que essa de X! não fazer nada é lenda. Nem que a gente quisesse muito daria para ficar sem fazer nada. Penso também que a decisão de ter filho não deve ser tomada assim, para aproveitar...
Tudo bem, nada de errado se você percebeu que o momento da expatriação é também o período ideal para uma gravidez. Mas saiba que esse processo longe de casa não é fácil...
No meu caso, se não fossem a sintonia com meu marido e todo cuidado e atenção dele, teria pirado - ou ficado doente mesmo - com tanto enjoo.
Mas se o desejo de dar um up na família segue firme mesmo pra lá da fronteira, um estudo mostra que Noruega, Austrália, Islândia, Suécia, Dinamarca, Nova Zelândia, Finlândia, Holanda, Bélgica e Alemanha são os melhores lugares para se ter um bebê.
E para você, global que é, encontrei um apanhado dos nomes próprios mais comuns no mundo. O único porém é que o levantamento é de dois anos atrás...
Mas esse papo tá muito de mãe, e como uma típica mãe, digo que vai ficar mais ainda...
Resgato aqui a experiência de uma brasileira grávida no México.
Aqui você pode rever uma entrevista sobre filhos e expatriação.
E nesse espaço você fica por dentro da burocracia para registrar os expatriadinhos.
O blog mamães na Itália traz um roteiro bem completo para a X! que vai ter bebê por lá.
O Desabafo de mãe e o Tô Doyda escancaram angústias que ficam ainda mais pesadas no "estrangeiro". Mas não tem só dor, não, têm muitas delícias também!
Bem, é isso, seja feliz, todo dia, sendo mãe, ou não!
Até sexta que vem.
Imagem: SXC