Olá, X!Não tem jeito, a gente só lembra como é bom ser saudável quando fica mal...
E se tem uma coisa que a gente precisa quando entra em processo de expatriação é estar com o corpo e a alma em equilíbrio. Mas a tal da correria...
Quem nos ajuda a entender melhor como toda essa mudança afeta o bem estar e dá algumas dicas para organizar a agenda da saúde é a enfermeira Adélia Aparecida Pinto.
Com pós em Emergência, Saúde Pública e Enfermagem do Trabalho, Adélia é quem coordena a equipe que acompanha de perto o estado de saúde dos expatriados da Petrobrás.
Ela fala de cuidados básicos - como ficar atenta à qualidade da água que se bebe, lembra da importância de se montar a famosa “farmacinha” antes de partir e ressalta os cuidados necessários em relação à gripe que se espalha pelo mundo. Acompanhe o mapa de avanço da doença aqui.
Aproveite a entrevista!
X - Quais os cuidados necessários para quem se preparara para “embarcar” em um processo de expatriação?
A equipe é formada por médicos e enfermeiros, um pessoal excelente, que está acostumado a orientar viajantes para o mundo inteiro.
Lembrando que o serviço é gratuito, inclusive as vacinas indicadas. Para alguns países há a exigência da carteira internacional para a vacina de Febre Amarela, mais detalhes na Anvisa. Vale lembrar que a vacina é fornecida nos postos de saúde e que é preciso pedir o comprovante. Os medicamentos e as vacinas obedecem um critério muito particular de cada pessoa, depende das características de saúde de cada indivíduo e das condições sanitárias de cada destino.
X - A auto-medicação é culturalmente difundida no Brasil. Em outro país, o brasileiro pode ter dificuldade para enfrentar doenças que ele mesmo diagnosticava e tratava com uma ida à farmácia. Como lidar com um novo cenário de restrição à venda de medicamentos? A velha farmacinha particular “made in Brazil” é uma boa dica para quem vai passar um período em outro país?
AP - Uma dica é levar na mala de mão um "estoque" de medicamentos mais usuais para uns 6 meses, lembrando de carregar junto a receita destes medicamentos em inglês, pois as aduanas podem pedir.
Mas aqui vai uma dica simples, barata e que eu já fiz, funcionou e pode ajudar a aliviar bastante a sensação de mal-estar... Quando chegar ao novo endereço, jogue as malas no chão e exclame: "amiga...este é seu novo lar doce lar". Chore se tiver vontade, enxugue as lágrimas, tome um banho demorado, ponha-se linda, saia para conhecer a redondeza e mergulhe aliviada na nova aventura!
X - O estresse causado por tantas providências que envolvem uma expatriação, e as novas condições ambientais a que o corpo estará sujeito podem fragilizar a saúde? A expatriação também exige um preparo da mente?
X - É possível dizer que os expatriados brasileiros têm um perfil em comum no desenvolvimento de algumas doenças no exterior?
X - Quais as regiões do mundo que exigem mais atenção na expatriação?
Independentemente do país, é bom tomar todos os cuidados de higiene com os alimentos, e também ficar atento ao tipo de comida.
No começo, procure fazer refeições parecidas com as que estava acostumada no Brasil, depois vá se adaptando com os tipos locais.
X - Sobre a repatriação, a volta também exige alguma atenção especial à saúde?
AP - Exige sim, porque você já está adaptada à outra realidade, em condições melhores ou piores que no Brasil. Independentemente desta condição, o processo de repatriação é igual ao da expatriação.
X - Sugere alguma leitura ou fonte de pesquisa sobre o tema?
X - A gripe suína, ou o vírus H1N1, pode ficar ainda mais assustadora para quem está tão longe de casa. Daria alguma outra recomendação aos expatriados, além das já difundidas?
X - Na sua opinião, a doença pode atrapalhar os planos de expatriação,tanto das empresas como dos funcionários?
Recomendações do Ministério da Saúde para os viajantes internacionais.
* Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
Viajantes procedentes de outros países, independente de ter ou não casos confirmados, que apresentarem alguns dos sintomas da doença até 10 dias após saírem dessas áreas afetadas devem:
Medidas adotadas com relação aos vôos internacionais.
Esses passageiros serão encaminhados para os postos da Anvisa ainda no aeroporto.
Ao desembarcar, todos os viajantes procedentes de países afetados recebem um panfleto com informações, em português, inglês e espanhol, sobre os sinais e sintomas, medidas de proteção, de higiene e orientações para procurar assistência médica. A Infraero ainda veicula nos aeroportos um informe sonoro.



