quarta-feira, 22 de abril de 2009

Estranho lar.

Olá, X!
Se tem um assunto que está sempre em pauta para nós Xs!, mesmo que a gente não perceba, é a casa, o endereço.
Interessante é que tem casa pra tudo nessa vida! Casa da moeda, casa de botão, casa numérica, casa das máquinas, das caldeiras, casa dos 30, casa-da-mãe-Joana, casa da sogra, casa de câmbio, casa de detenção, casa do zodíaco, Casa-Grande, casa de apostas, casa de praia, casa térrea ...
E há vários nomes para casa. Sobrado, apartamento, quitinete, mansão, loft, lar, barraco, república, sem contar em goma, cafofo, quebrada, gruta...
O que fico pensando é: se existem tantos tipos de casa, se há tantas possibilidades, se vivemos na era da busca insana pelo "novinho em folha", por quê resistimos tanto em mudar de endereço? Claro que não falo aqui da falta de opção, de dinheiro, de vontade mesmo, já que mudança é um pé...
Em “Me Larga”, o psiquiatra Marcel Rufo dá algumas pistas que podem justificar a aversão à mudança. Ele ressalta que a casa é o nosso primeiro universo. “Com suas fundações indispensáveis, sua verticalidade, seu telhado que se eleva para a luz, a casa evoca então a construção de si. Entre o porão (as origens) e o sótão (os sonhos, as aspirações) habita o sujeito, o eu. A casa é um espaço protegido onde os pensamentos ricocheteiam nas paredes antes de voltar para nós, criando um vaivém entre interioridade e exterioridade. Entre as paredes da nossa casa, às vezes estamos sós, às vezes acompanhados. Mas estamos sempre em casa”, diz.
Vejo então que a casa é uma questão de tempo. O problema é quando não há tempo, ou não se dá tempo, para essa contrução...
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