segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Quando a paciência chega?

Olá, X!
Não sou lá a pessoa mais paciente do mundo, aliás, confesso que não sou nada paciente. Realmente não sei o motivo disso, já que a gente aprende logo que as coisas não costumam ser fáceis nem simples.
Lógico que podemos analisar essa característica sob diferentes circunstâncias e aspectos. A impaciência tem seus méritos, ela pode salvar uma vida, pode fazer um projeto sair do papel, pode mudar o rumo da mesmice, do incorreto.
Mas hoje prefiro falar da paciência e de pensar nela como a capacidade de escolher o melhor momento para agir. Nesse sentido, a paciência não é simplesmente esperar que as coisas mudem ou se resolvam por si só. É analisar atentamente o contexto e permitir que o tempo abra espaço para novas informações.
Se pudesse traduzir a paciência em imagem, a fotografia não seria daquela velhinha oriental, com olhar resignado. Acho que traduziria em uma cena, com movimento, talvez alguém no topo de um prédio, com uma luneta, observando, direcionando o equipamento para várias direções, anotando tudo...
De fato não sei ao certo porque puxei esse assunto. Concordo que se tem uma coisa que expatriada e expatriado têm que ter é paciência, tolerância.
Ah, já sei. Acho que tem a ver com a semana. Quinta é dia de ação de graças, de dizer valeu!! Acho que é isso, esta conversa é na verdade uma homenagem, uma espécie de gratidão à paciência, que, pacientemente, está - talvez - esperando o melhor momento para, definitivamente, se instalar em mim.

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