Olá, X!Uma coisa que sempre ouvi nas “entrevistas da vida” sobre exportação é que o empresário brasileiro tem um enorme problema com prazo. O ser simplesmente não consegue organizar a agenda para entregar a encomenda na data combinada.
E eu - treinada para nunca deixar esperando, o que me faz odiar atrasos - pensava comigo, “como assim, como a pessoa batalha pra caramba pra conquistar um espaço no mercado mundial e simplesmente morre na praia?”
Talvez minha experiência nesse fim de semana tenha me dado uma pequena noção sobre o que passa na cabeça do cabeção - me incluo - quando o tema é: outro ponto de vista...Por sinal, miopia aqui é uma boa palavra!
Sexta-feira. Para matar a saudade optamos por um restaurante brasileiro. Na porta ouvimos um sonoro “tá fechado”. Eu: “fechado?”, a moça: “sim, fechou às 2”, eram 2h25. Tentei argumentar...sem chance.
E a história de que o cliente tem sempre razão? Bom, deixa pra lá...
Dia seguinte, no café da manhã: “quero isso, aquilo e aquilo outro”. A moça do caixa: “desculpe, não estamos mais servindo o café, passa das 11”, e eu: “mas cheguei antes das 11, estava na fila, agora são 11 horas um minuto e 30 segundos!”. Ela limitou-se a um “sorry.”
Fiquei fula, pensei até em lançar uma versão daquela famosa campanha “pau no...do padeiro!”
Ahh esse não...se fosse no Brasil...
Humm...mas não é!!!
Acho que esse é o pulo do gato. Não é e pronto. Não interessa se é uma coisa estranha, se não faz sentido falar não para o consumidor, se daria pra abrir uma exceção...
Esse é o ponto de quem se propõe a transitar pelas situações da vida: aceitar a cultura e os costumes como eles são, respeitar as coisas como foram definidas. Há motivos, não sei se concordo com eles, não sei se são lógicos, mas há motivos para regras, políticas, normas, condutas, jeito, mania...
Acho que uma boa receita pra mim pode ser primeiro aceitar com mais tranquilidade o estranho e o diferente. Depois, tentar conviver com essa estranheza, porque é um monte de gente contra um...
Aí sim, aos poucos, com a alma livre, tentar entender. Saber do histórico ajuda e ameniza o caminho para o senso crítico. Mas pesquisar, procurar saber sobre os motivos dá trabalho, né?
Pensar dá trabalho, permitir dá trabalho, ir um pouco além do óbvio, do senso comum dá trabalho, pior, dá medo, porque o que a gente pode encontrar pode ser libertador, e quem quer ser livre? Liberdade dá trabalho, exige responsabilidade, controle sobre a vida...viver dá trabalho...
É...a chuva é mesmo para quem não se importa em se molhar! E como tá chovendo hoje...não, não reclamo dos dias mais nublados, adoro chuva, trovoadas, raios também. Vento forte? Nem te falo! E tem motivo!
Pensar dá trabalho, permitir dá trabalho, ir um pouco além do óbvio, do senso comum dá trabalho, pior, dá medo, porque o que a gente pode encontrar pode ser libertador, e quem quer ser livre? Liberdade dá trabalho, exige responsabilidade, controle sobre a vida...viver dá trabalho...
É...a chuva é mesmo para quem não se importa em se molhar! E como tá chovendo hoje...não, não reclamo dos dias mais nublados, adoro chuva, trovoadas, raios também. Vento forte? Nem te falo! E tem motivo!
Imagem: SXC

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