Olá, X!Os bate-papos sem intenção alguma são os que normalmente tiram minha alma do automático.
Dessa vez a culpa foi do diamante. Esse ponto cintilante passeava pelas nossas mentes, bocas e devaneios quando a paquistanesa perguntou: “quem garante que o diamante que você já comprou ou ganhou um dia é mesmo uma pedra preciosa e tem qualidade?”
Fomos unânimes, ora, quem garante? O cara lá com aquela lente, o dono da joalheria, a grife, o vendedor, o certificado de garantia, o preço, quem deu presente...
Com a autoridade de colecionadora ela simplesmente disse: “ninguém garante. A autenticidade da jóia é uma questão de fé. A coisa só é verdadeira, valiosa e importante porque você acha que é.”
E continuou, “pode ser que você nunca precise vender a peça, então jamais irá descobrir o valor real de mercado, então para você o tal diamante será tão valioso, mas tão valioso que quase não terá preço.”
Pera aí, acho sim que tem uma série de procedimentos que podem ajudar a garantir a veracidade das coisas. Mas fiquei pensando nisso...
No fundo, no fundo mesmo, a vida toda é uma questão de crença.
O que são o amor, a amizade, o dinheiro, a profissão, a religião senão pura fé? Crença nas pessoas, no sistema, na importância do ofício, na existência de uma energia supra...
A gente passa a infância e a adolescência aprendendo a acreditar que é possível sim caçar sozinha porque a gente é mais forte que o leão.
Lógico que tem sempre o craque em ensinar o avesso, que o ser humano não dá conta...mas sempre tem uma faísca que surge sei lá de onde e faz a gente crer que é possível sim, que não custa tentar, que vale a pena, que é assim e ponto.
Eu confesso que sou fã de diamante, mas sempre tive dificuldade em entender como se chega a um valor tão alto.
É... não é a coisa que é cara, é a crença que vale. É a fé que não tem preço e que faz a gente aceitar as coisas como dizem que elas são...
Não sei até que ponto isso é bom. Mas que eu gosto de diamante, eu gosto!

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