sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O furacão apronta. Eu fico de castigo...

Olá, X!
Tentei almoçar por aí, tudo fechado, de restaurante a posto de combustível, de mercado a shopping center. Nas janelas, tapumes de compensado. A cidade está vazia, vazia.
Passei o resto do dia grudada na tv. Nunca acompanhei por tanto tempo assim a viagem de alguém. Vi a Ike – sim é uma mulher – avançar a cada minuto. Aliás, dizem por aí que os furacões mais perigosos têm nome de mulher...
Pela tv acompanhei o congestionamento nas estradas. Ontem, a viagem entre Houston e Dallas, que leva umas 4 horas de carro, chegou a ser feita em 12. Vi também a polícia passando de casa em casa para ter certeza que as pessoas tinham deixado os locais considerados de risco. E ainda vi o drama dos pobres. Saber que a casa pode sair voando essa noite, ter que ir para abrigo...
Além do vento, da enchente, dos estragos, dos feridos...o governo também tem que ficar de olho nos oportunistas. Então, toque de recolher! Minha região ficou fora da lista, mas quem se arrisca a sair? Vai tomar no olho do Ike! Estou de castigo... É, porque ter que ficar em frente à tv, vendo um urso morfético
infernizar a vida do repórter de plantão em pleno hurricane, é mesmo um castigo!
Foto de Smiley N. Pool: Chronicle - Houston 11.09

1 comentários:

  1. Hello Houston, Jaguare calling...

    E ai carmencita, sobreviveu? Afinal já é dia 15 e vc não escreve nada sobre o fim da história da Ike.....
    Aqui estamos sob o efeito de uma massa de ar polar vinda lá do lado dos hermanos....

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