Olá, X!Feriado por aqui, dia do trabalho. Como no Brasil, é dia do trabalhador aproveitar o tempo como bem entender.
Interessante, dia de folga por essas bandas está sempre relacionado à grandes promoções. A palavrinha sale - sempre em vermelho, sempre com letras gordinhas - é capaz de despertar sensações que vão do desejo à urgência num toque da seta, num virar do volante.
Tem também o turismo, que pode ser mais um consumo desenfreado como outro qualquer. Quer uma indicação de passeio? Roteiros que vêm acompanhados dos famosos "imperdível - o mais visitado - tem um monte de lojinhas" parecem justificar tanto esforço para vencer multidão e burocracia até o destino pretendido.
Enquanto arrumava a mochila para o Labor day longe de casa dei uma volta pelo fim de semana do Valor e escutei as rápidas palavras do psicanalista Charles Melman, francês que está a trabalho no Brasil. Ele lembrou que –não tem jeito - somos escravos dos objetos destinados à satisfação. Somos todos escravos desses objetos. A questão é: que satisfação é essa? Alguém se habilita a ir contra o fluxo?

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