Olá, X!Muito interessante quando se tem acesso ao lado de lá do espelho. Estava lendo uma matéria, dessas de domingo, que conta a experiência de um expatriado alemão no Brasil, especificamente em São Paulo.
Interessante que as dúvidas, os receios - ou pavor, como preferir – os micos e as boas surpresas são comuns, independente da origem do expatriado.
Aí veio a fala de uma especialista em tentar facilitar a vida do estrangeiro."O que tentamos fazer é dar todo o apoio psicológico para atenuar o choque cultural. O importante é que o estrangeiro se acostume com São Paulo o mais rápido possível, para poder render no trabalho.”
Que somos mais um número ou uma cifra, não é novidade nem aqui, nem lá longe. O interessante foi ouvir o termo “tentar diminuir o choque”.
Aí pensei, meu...choque é coisa que se leva ou não. Ou você se protege ou leva choque. Ou você evita ou leva choque. Não tem meio termo.
O que pode ajudar é saber que você vai sim levar um choque. Pode ser um baita choque ou só um tremelique. É normal assustar, é normal doer, é normal reagir meio que sem pensar.
Concordo que levar choque é mesmo um saco. Conheço gente que tem raiva de levar choque, fica com ódio até!
Mas vale lembrar que esse choque “expatriático” não mata! Pode ferir a alma, sim. Pode desfigurar uma relação. Pode derreter valores. Pode bloquear os sentidos por um período. Pode ate te tirar do ar por uns instantes, mas não mata!
Se é isso, não seria um desperdício enfiar os dedinhos com luva na tomada?
Então cuidado de lado. Que venha a descarga!

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