Olá, X! Nos dicionários a definição de expatriada e exilada é a mesma: desterrada, degredada e por aí vai. Mas a gente sabe que as conotações são diferentes. O exílio vem carregado de obrigação, enquanto a expatriação, pelo menos no universo corporativo, está inserida na atmosfera do triunfo.
O fato é que independente da motivação, detestada ou desejada, estrangeira é estrangeira. Como encarar essa condição no dias e no Brasil de hoje é uma escolha pessoal.
Se você optou por ser expatriada, assim como eu, olha o que o professor brasileiro Idelbar Avelar, um ex de carteirinha, fala sobre o assunto - isso pode doer! “O expatriamento mexe com as vísceras e produz terríveis distorções de percepção. Vacilos, dúvidas, culpas vão produzindo uma racionalização da saída, através da qual a pátria deixada para trás se transforma num inferno do qual se escapou ou num paraíso perdido”.
Agora essa vai para quem aderiu ao exílio: você corre o risco de emudecer. “Se, por um lado, a conflitante sombra de muitas culturas e idiomas pode estimular a inventividade verbal, por outro lado, também pode levar ao silêncio quase absoluto”. Isso é o que a jornalista Claudia Nina constatou ao pesquisar a obra de Clarice Lispector durante os 16 anos em que a escritora expatriada aderiu à condição de exilada.
Vixe, cheguei a um ponto sem saída. Não era isso que eu tinha planejado pra hoje. O fato é que eu sou fã da ideia de que a palavra nos salvará, seja ela qual for. Portanto, dê nome aos sentimentos, deixe a palavra sair, nem que pra isso você enrole um pouco a língua...
O fato é que independente da motivação, detestada ou desejada, estrangeira é estrangeira. Como encarar essa condição no dias e no Brasil de hoje é uma escolha pessoal.
Se você optou por ser expatriada, assim como eu, olha o que o professor brasileiro Idelbar Avelar, um ex de carteirinha, fala sobre o assunto - isso pode doer! “O expatriamento mexe com as vísceras e produz terríveis distorções de percepção. Vacilos, dúvidas, culpas vão produzindo uma racionalização da saída, através da qual a pátria deixada para trás se transforma num inferno do qual se escapou ou num paraíso perdido”.
Agora essa vai para quem aderiu ao exílio: você corre o risco de emudecer. “Se, por um lado, a conflitante sombra de muitas culturas e idiomas pode estimular a inventividade verbal, por outro lado, também pode levar ao silêncio quase absoluto”. Isso é o que a jornalista Claudia Nina constatou ao pesquisar a obra de Clarice Lispector durante os 16 anos em que a escritora expatriada aderiu à condição de exilada.
Vixe, cheguei a um ponto sem saída. Não era isso que eu tinha planejado pra hoje. O fato é que eu sou fã da ideia de que a palavra nos salvará, seja ela qual for. Portanto, dê nome aos sentimentos, deixe a palavra sair, nem que pra isso você enrole um pouco a língua...

Oi Carmem !!!
ResponderExcluirEstou te acompanhando!!! Olha to enrolando bastante essa lingua e menina que furcao mais sem graca , heheheh. !!
Bjos
Vivian
Oi Vivian,
ResponderExcluirBasta o furacão que tem sido nossas vidas, né?
Quanto a língua, bom pra gente que tem sotaque campineiro!!
Bjs.